A obra volta à cena, sábado e domingo, no mesmo espaço, em duas sessões, a primeira às 19h15, e a segunda às 21h15.
O espectáculo, do género comédia, narra a vida de um jovem, chamado Derito, formado em Cuba, mas que por conta da dificuldade de conseguir emprego na sua área de formação, recebe a sugestão de um irmão para trabalhar como taxista. Uma ideia que, depois de alguma cogitação, é aceite.
A decisão provoca alguns problemas com a sua mulher, pois acredita que ser taxista representa um mal aproveitamento dos anos de formação. Além disso, a profissão esconde de Derito segredos e sacrifícios que não imaginava.
A peça “Ser taxista” leva à reflexão a problemática do desemprego, um facto recorrente não apenas na sociedade angolana, mas a nível do mundo, com maior incidência nos países subdesenvolvidos e pobres.
A peça aborda, igualmente, a questão da falta de políticas de inclusão social, que, também, é um assunto do quotidiano, particularmente entre os jovens, uma realidade que precisa ser alterada, de maneira a valorizar-se mais o ser humano.
A Companhia de Artes Horizonte Njinga Mbande tem usado o teatro para trabalhar activamente na chamada de atenção à volta de hábitos e atitudes que em nada dignificam a sociedade.
O Horizonte Njinga Mbande foi fundado a 8 de Outubro de 1986 e ao longo desses 38 anos de existência é um dos mais aclamados projectos culturais do país. A formação de actores e profissionais para diferentes disciplinas das artes cénicas tem sido outro contributo da companhia.
O grupo é constituído por professores e estudantes dos diferentes níveis de ensino subdivididos em três escalões (seniores, juniores e infantis), tem como actividades principais o teatro, a dança, a música, o desenho e a pintura, nunca interrompeu as actividades, destacou-se em vários eventos nacionais e internacionais.
O repertório da companhia é constituído por vários espectáculos de teatro, com destaque para “Filho sem pai”, “O namoro”, “A injustiça da justiça”, “Ser taxista”, “Nzoji: O sonho”, “Casado sem casa”, “A sogra”, “Quanto mais bandido melhor”, “O amante” e “A praga”.